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PGR vai investigar reunião do CJ da FPF

HÁ INDÍCIOS DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

Já não é a primeira vez que Gonçalves Pereira faz uma cena desta. Veja como em 97 fez sozinho uma acta para anular as classificações dos árbitros da AF do Porto.


A Procuradoria-geral da República não vai fechar os olhos ao que se passou na sexta-feira no Conselho de Justiça da FPF. Segundo conseguimos apurar há mais que indícios de actos muito pouco dignos e passíveis de uma investigação e o MP vai avançar com um processo de averiguação que poderá ser inclusive entregue à equipa de Maria José Morgado. Amanhã, segunda-feira, o MP vai esperar por uma tomada de posição da FPF para pedir elementos sobre a forma como decorreu a reunião do Conselho de Justiça da FPF para averiguar a gravidade do tráfico de influências utilizado pelos 7 elementos do CJ e se houver motivo, como se espera que haja, ainda vai correr muita tinta sobre este assunto e o número de arguidos em relação ao Apito Dourado vai aumentar.
Em relação ao presidente do CJ, António Gonçalves Pereira, já não é a primeira vez que se mete numa alhada deste género. Em 1997, altura em que Fernando Marques era presidente do Conselho de Arbitragem da AF do Porto, foi feita a classificação final dos árbitros e alguns dos “apadrinhados” pelo falecido Adriano Pinto, não foram contemplados e como Fernando Marques não cedeu na sua posição mantendo a classificação, criou-se um mal-estar com ameaças de demissão no Conselho de Arbitragem. Mas, enquanto isso e levando em conta a classificação publicada, o Conselho de Arbitragem da FPF, avançou para um curso com base nos árbitros já classificados e promovidos.
Já sem espaço de manobra, Adriano Pinto convenceu António Gonçalves Pereira, na altura presidente do Conselho de Disciplina da AF do Porto, a anular as classificações de Fernando Marques. Gonçalves Pereira falou telefonicamente com alguns membros do seu CD e informou-os de que ia tomar uma posição passiva, mas que não era necessário que o CD fizesse reunião e sem qualquer elemento reunido fez o mesmo que agora na FPF: Sozinho, escreveu uma acta que assinou e anulou as classificações de Fernando Marques, entretanto demissionário, para ganhar tempo, enquanto o novo presidente do CA da AFP, Carlos Carvalho, era eleito e com a missão urgente de corrigir a respectiva classificação.
Valeu a Fernando Marques, a atitude de Avelino Ferreira Torres, na altura membro do CA da FPF, que não aceitou a anulação das classificações e avançou com o curso de árbitros com base na classificação que tinha sido feita, considerando ilegal a atitude de Gonçalves Pereira.
PS : O que mais surpreende os que ainda acreditam no nosso futebol é atitude passiva assumida, não só por Gilberto Madaíl como por Hermínio Loureiro, cujo silêncio tem sido ensurdecedor perante a gravidade dos factos ocorridos na última sexta-feira, aguardando-se com grande ansiedade a posição que será tomada na reunião de amanhã.
Publicada por BateBola Domingo, 6 de Julho de 2008