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6 Agosto 2008 - CORREIO DA MANHÃ

Asmático morre à espera do INEM

Um doente asmático morreu na segunda-feira à noite à espera de socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) em Terrugem, no concelho de Sintra. A viatura médica só chegou ao local hora e meia depois do pedido de ajuda, efectuado através do 112, disse ontem ao CM Maria Augusta Machado, irmã da vítima, que acusa o INEM de "lentidão na prestação de socorro". O instituto rejeita esta afirmação, precisando que o pedido de ajuda foi feito pelas 21h48 e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) chegou aol ocal pelas 22h23, ou seja, 35 minutos depois.

Miguel Ângelo Moreira Calado, de 41 anos, "sentiu-se mal à tarde depois de ter regressado da praia, onde apanhou mexilhão", explicou a irmã. "Asmático, a falta de ar agudizou-se e o apoio da bomba não foi suficiente", acrescentou a irmã.

Junto com a mãe, Beatriz Costa, e três sobrinhas, Miguel Ângelo, vendedor imobiliário, deslocou-se às compras, mas acabou por pedir à mãe que adiasse a ida ao supermercado porque se sentia mal.

O primeiro pedido de ajuda foi feito pela própria vítima, no largo principal da Terrugem. Segundo conta a irmã, a chamada para o 112 foi efectuada pelas 21h40, através do telemóvel de trabalho. Primeiro, explica Augusta Machado, foi a mãe quem falou com a operadora. Porém, perante o elevado número de perguntas para apurar a gravidade do estado de saúde do doente, o próprio Miguel Ângelo acabaria por pegar no telemóvel e, em desespero, implorar por ajuda imediata porque temia perder a vida.

Ainda assim, o desespero de Miguel Ângelo não terá sido suficiente. Uma terceira pessoa, a sua namorada, Ana Maria, pega no telefone e continua a responder à operadora.

No local, juntaram-se populares que também insistiam com mais chamadas para o 112. "Quando chegou a viatura médica, e embora tenha sido tentada a reanimação, já não havia nada a fazer. O meu irmão estava já sem vida", disse Augusta Machado.

O funeral realiza-se amanhã pelas 14h00 no cemitério de Rio de Mouro, concelho de Sintra.

INEM DIZ QUE NÃO HOUVE FALHAS

O INEM já analisou o caso e garante que não houve falhas no atendimento. A primeira chamada, feita às 21h48, dava conta de um homem com dificuldades respiratórias mas consciente. Os critérios médicos fizeram enviar uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Sintra. Quando esta ia a caminho, um segundo telefonema alerta para o facto de a vítima ter ficado inconsciente, e nessa altura é chamada a VMER.

21h48 – Pedido de socorro.

21h54 – É accionada a ambulância dos Bombeiros de Sintra.

21h59 – Segunda chamada informa que a vítima já está inconsciente e sem respirar. Operadora ensina manobras de suporte básico de vida aos acompanhantes da vítima.

22h09 – Bombeiros chegam e fazem reanimação.

22h04 – É chamada a VMER de Cascais, a 24 km, que chega às 22h23.

CORPO RETIRADO DE MADRUGADA

O corpo de Miguel Ângelo só viria a ser retirado da via pública, na Terrugem, por volta da 01h30, cerca de três horas depois de falecer, segundo explicou a irmã, Maria Augusta Machado. A longa espera para levar o corpo para o Instituto de Medicina Legal, em Lisboa, resultou da demora em comparecer no local do delegado de saúde para confirmar o óbito.

Maria Augusta Machado acrescentou que espera obter o resultado da autópsia hoje d e manhã. Consoante o resultado, a família – que acusa o Instituto Nacional de Emergência Médica de "lentidão" na prestação de socorro – pondera apresentar queixa contra o instituto. A irmã afirma que a viatura de emergência médica só apareceu hora e meia depois de pedir socorro pelo 112, facto rejeitado prontamente pelo INEM.

OUTROS CASOS

Amarante

Uma criança de cinco anos faleceu em Julho após uma crise de epilepsia, em Amarante. Bombeiros falam de descoordenação do INEM.

Samora Correia

Em Fevereiro, Jorge Bento, de Samora Correia, esvaiu-se em sangue em 45 minutos. O INEM não accionou bombeiros de concelhos mais próximos.

Lisboa

António Oliveira, de 54 anos, foi atropelado, em Janeiro de 2007. Deu entrada no Hospital de Santa Maria seis horas depois do pedido de ajuda. Acabaria por morrer.

João Saramago